quem seremos depois de 2020?

Há pelo menos 3 anos, astrólogos por toda parte tem falado sobre Março de 2020! Como um momento astrológico de grande força e intensidade, que pode significar uma mudança coletiva de importância e radicalidade que, sem dúvida, marcarão as próximas décadas!

No post sobre 2020, o final de uma era eu falo bastante sobre os ciclos que estão se fechando neste ano e Março é um mês crucial, com 4 grandes planetas no signo de Capricórnio, se encontrando e se despedindo para transicionar à energia Aquário, que será crescente de 2021 em diante!

O signo Capricórnio representa estruturas, a forma que contém o conteúdo. Signo regido por Saturno, o planeta da responsabilidade e do trabalho sério. Simbolizado pela Cabra, animal persistente, que anda devagar e seguramente, percorrendo longos e árduos caminhos até chegar ao topo da montanha. Março representa esse topo.

Lá estão Plutão, planeta que fala das transformações que vêm a partir do mergulho nas profundezas inconscientes, vida-morte-vida, desde 2008; Saturno, seu regente, desde Dez/2017; Nodo Sul, que passa pelo signo a cada 19 anos e que quando passa pede para soltarmos algo que já não serve mais, desde 2018; Júpiter, planeta que expande o que toca, desde Dezembro passado; e Marte, planeta da ação e da guerra, que chegou ali em Fevereiro deste ano, e que dia 20/03 chega ao encontro de Júpiter e loguinho dia 23/03 de Plutão, colocando ‘fogo no parquinho’ de todos os acontecimentos que já estavam por ali fervendo!

Dá só uma olhada nos encontros e despedidas:

19/03 – Sol no grau 29º de Peixes faz aspecto de sextil com Saturno no 29º de Capricórnio – esse é o 360º do zodíaco, despedida da despedida – finalização de processos

20/03 – Sol atravessa o 0º de Áries, iniciando o novo ano astrológico e o outono no hemisfério sul

20/03 – Marte encontra com Júpiter em Capricórnio, no grau 22º. Mesmo lugar onde se encontraram Saturno e Plutão dia 12/01, pela última vez em signos de Terra em mais 600 anos por vir! – desde 1842 eles vem se encontrando em diferentes signos de Terra a cada 36 anos

21/03 – Saturno entra em Aquário – última vez foi em 1991

23/03 – Marte encontra Plutão em Capricórnio, no grau 24º

24/03 – Lua Nova em Áries no 4º grau – com Marte, regente da Lua Nova, em conjunção à Júpiter e Plutão – a tal tríplice conjunção!!

30/03 – Marte entra em Aquário

31/03 – Marte encontra com Saturno em Aquário, no grau 0º

Essa energia está atuando individualmente, muito, mas ainda mais fortemente no seu aspecto coletivo!!

Se estamos falando que toda essa energia em Capricórnio está pedindo para transformarmos, deixar morrer estruturas que já não servem mais para que novas formas possam nascer mais alinhadas com a energia Aquário que se fará muito presente a partir de 2021 e por todo um novo ciclo da humanidade, não dá para olharmos para tudo que está acontecendo neste momento, sem considerar esse pano de fundo, né?

Não é possível construirmos uma realidade mais humana, justa, amorosa e coletiva sem reformularmos as estruturas que sustentam esse mundo que vivemos e que são tão incompatíveis à energia Aquário!

Formas que nós como humanidade viemos construindo e pautando nossa vida e organização coletiva como o patriarcado – forma de organização coletiva que se instalou há pouco mais de 3.000 anos, (substituindo uma organização anterior onde homens e mulheres conviviam com suas diferenças e semelhanças de maneira horizontal e harmônica) quando a mulher passou a ser tão propriedade do homem como suas terras e riquezas materiais. Então tudo que diz respeito ao feminino passou a ser considerado de valor inferior: a sensibilidade, a harmonia com a natureza, a compaixão, a flexibilidade, a espiritualidade… E assim chegamos até aqui com gerações e gerações de mulheres sentindo-se desvalorizadas, subjugadas, ameaçadas, violadas….o que inclui, claramente, o planeta que vivemos, pois a Terra é ‘uma mulher’!

Também o capitalismo, sistema de organização econômica cuja base de sustentação é a desigualdade social, pois só é possível haver lucro e acumulação de riquezas (objetivo fundante do capitalismo) quando há exploração de recursos, seja pessoas ou a própria natureza!

Ou a máxima ‘penso, logo existo’, como outro exemplo de estrutura que rege o mundo que vivemos. Desde há cerca de 500 anos vivemos sob essa verdade que nos foi colocada por Descartes e que, para aquele momento da história fez bastante sentido para instalar as bases de uma nova metodologia de construção do saber, diferente das que tínhamos até ali. OK, foi ótimo! Mas será mesmo que faz sentido continuarmos a viver como se tudo o que o sentir (intuição, nosso corpo e nossas sensações) nos permite conhecer fosse simplesmente descartável e só devêssemos considerar conhecimento o que é científico e, portanto, cartesiano, racional? Não pra mim!

Então, se é preciso construir uma nova forma de estarmos no planeta, não acredito ser possível que aconteça sem a desinstalação do que está aí.

Sim, claro, sei que não está nada fácil o momento que estamos vivendo, pessoalmente vendo ciclos se fechando, a vida ao redor ficando mais instável e corrida a cada dia, a pandemia do novo corona vírus transformando nosso mundo da noite para o dia.

Coletivamente vivemos assistindo o aumento da pobreza a níveis insustentáveis (você sabia que dados de 2017 da Oxfam – Organização Inglesa que reúne 19 organizações independentes ao redor do mundo – afirmam que 1% da população mundial ficou com 84% da riqueza gerada no mundo naquele ano??!!), as guerras e crises de refugiados/imigrantes, os níveis insuportáveis de pressão no mundo do trabalho que estão deixando as pessoas cada dia mais doentes, infelizes e dependentes de remédios psiquiátricos, o crescimento da extrema-direita no mundo aumentando a opressão às minorias, níveis de inconsciência e violência absurdos, e agora um novo vírus que chega e instala o pânico na vida cotidiana das pessoas… poderia ficar falando aqui infinitamente…

Mas… sinto de verdade, por tudo que estudo, leio, medito, intuo e troco com o mundo, que esse é um dos momentos mais difíceis nessa transição entre os dois mundos. Esse que estamos acostumados a viver e o novo que ainda estamos construindo! Vai passar! Respiremos!

E, principalmente, reflitamos como cada um de nós, que juntos com todos os outros seres do planeta, formamos o ‘tal’ coletivo, estamos contribuindo ou não para a reformulação dessas estruturas que precisam ser transformadas. Que já estão sendo e serão cada vez mais. Quer fluamos com isso ou não!

E olha, por favor hein, eu aqui não estou falando de sair patriarcado e entrar matriarcado, sair capitalismo e entrar comunismo, sair o pensar e entrar o sentir, sair o científico e entrar o ‘leviano’. Não, não. Estou falando de reinventarmos tudo e criarmos uma coisa completamente nova e que ainda não conhecemos! E temos que criar coletivamente!

Vai levar tempo, sem dúvida; mais ou menos uns 36 anos (tempo que dura a influência da conjunção Saturno/Plutão que tivemos em Capricórnio em 12/01 deste ano como falei acima)! Mas até lá temos que ir construindo o novo. Realizar um viver cotidiano mais alinhado com os valores aquarianos!

O que sinto com a passagem do coronavírus pelo mundo é que a vida está nos dando mais uma oportunidade belíssima de nos reinventarmos completamente. E daí resgatarmos nossos valores mais caros, mais essenciais. A vida se faz de contemplação, solidariedade, autocuidado, consciência coletiva, introspecção, prazer, respeito, amor…

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